Crítica - Mestres do Universo (Masters of the Universe, 2026)
Bom de verdade ou só nostalgia?
He-Man, um dos heróis de maior sucesso da década de 80. Uma linha de bonecos que nasceu com a ideia de serem brinquedos relacionados ao Conan, que teve um problema com as licenças, eles pegaram, criaram um universo mesclando Conan, O Senhor dos Anéis e Star Wars, e assim nasceu esse grande universo, que, desculpem-me os fãs, mas nasceu de um capitalismo desgraçado e preguiçoso para vender boneco, o que não é exatamente uma crítica, porque eu considero que tem valor nisso tudo, mas que é engraçado que tudo parece ser feito na pressa e sem grandes esforços, por exemplo o mentor se chamar Mentor, o vilão esquelético se chamar Esqueleto, o tigre ser o Gato Guerreiro, a bruxa do mal ser a Maligna e por aí vai. Eu tenho lembranças de ver coisas do He-Man quando criança, vagas memórias de alguns episódios, mas eu não sou um exímio conhecedor desse universo, eu sei o básico, do Príncipe Adam, que levanta a espada e vira o He-Man, que tem a Teela, o Gato Guerreiro, o Esqueleto e etc. (inclusive eu sabia imitar o Esqueleto antigamente, hoje em dia está bem ruim), o planeta Eternia, a She-Ha, que o He-Man dava lição de moral no final de todo episódio, mas deve fazer papo de mais de dez anos que eu não vejo grandes coisas relacionadas ao He-Man além de memes, não é da minha época. Então, por isso, não tinha muita expectativa quanto ao filme, eu gostei dos trailers, achei bacana, e fui ver o filme agora no streaming e acabei gostando, tenho algumas ressalvas, mas no geral, um blockbuster bem divertido, simples, mas que cumpre bem a proposta e entrega um pipocão massa.
No Reino de Eternos no planeta Eternia, Adam (Nicholas Galitzine) é o príncipe, meio franzino, frouxo e sem nenhuma masculinidade, que vive em meio a grandes guerreiros, lendas, com a expectativa de tornar-se um deles um dia quando crescer. Entretanto, quando Eternia é atacada pelo vilão Esqueleto (Jared Leto) em busca da Espada do Poder, Adam, aos 10 anos, é jogado na Terra com a função de ficar longe do Esqueleto e proteger a espada, mas ele a perde em sua chegada. Quinze anos depois, Adam, agora um humano pacato, que trabalha com recursos humanos, malha com pouca carga e não tem sorte com os contatinhos, é obcecado em reencontrar sua espada e voltar para a casa, sendo sempre tirado de maluco por contar sua história real e ninguém acreditar. No entanto, quando Adam encontra a espada e acaba abrindo a porta entre os dois mundos, Teela (Camila Mendes) vem buscá-lo e o leva de volta para Eternos, que virou uma cidade destruída e resta apenas uma resistência contra o Esqueleto. Quando Adam descobre o poder da espada e grita, ele se transforma no He-Man, e em posse dos poderes de Grayskull, ele tem a força para ir atrás do vilão e acabar com isso de uma vez por todas (essa sacada foi boa, vocês tem que admitir). É uma história bem simples, não tem muito o que elogiar, mas também não tem muito o que reclamar, é funcional para a narrativa que o filme quer criar, onde está mais interessado em desenvolver essa jornada do Adam quanto à sua personalidade e essa aventura de fantasia / ficção científica com ação que é realmente muito boa.
Grande parte do filme se dá em desenvolver o Adam e sua personalidade, basicamente é um filme que fala de masculinidade tóxica. Não sei se eu achei significado demais onde não tem, porque pode muito bem só ser um filme qualquer e eu tô aqui viajando, mas eu gostei muito de como eles constroem o Adam e dão essa visão quanto à ele ser desse jeito desde sempre. O He-Man é um herói que foi criado totalmente voltado para o público infantil consumir brinquedos e produtos licenciados dele, então quando vem o desenho, tem aquela coisa de no final de todo o episódio vir o He-Man e falar a lição do dia, então tá no brand do personagem ser meio palestrinha, e também tem toda a questão do Adam, que é meio bundão, aí ele vira esse herói másculo e de voz grossa, então o filme usa isso como parte de sua linguagem para contar essa história com uma certo autoindulgência, uma metalinguagem de meio que se reconhecer nisso, tirar sarro disso, mas usar a favor para a construção narrativa de quem é esse personagem. O Adam desde criança é tratado que nem esse menino mais frágil fisicamente e, em teoria, mais fraco mentalmente, ele não tem tanta noção de perigo, de necessidade, nos treinos ele é sempre o franzino que é bonzinhos demais, que sofre bullying e é tirado para nada por todo mundo. Quando ele vai para o mundo real, é a mesma coisa, ele sofre bullying na escola, treina de moletom e calça na academia, é rejeitado pelas mulheres porque é meio esquisitão e no trabalho dele que é com recursos humanos, o emprego mais entediante e sem graça o possível, e ele vestindo rosa, que, obviamente, é a cor mais interligada à feminilidade, isso tudo já cria nele visualmente a aura de alguém mais frágil, meio trouxa, e através disso, tendo que construí-lo até ele tornar-se o He-Man.
Eu gosto que ele não muda automaticamente de personalidade assim que ele vira o He-Man também, ele continua sendo o Adam, ele ainda é meio desengonçado, esquisitão e tem toda aquela questão dele ser bonzinho demais, querer resolver as coisas na base do diálogo, ele é meio bunda mole mesmo, mas o filme sabe se utilizar disso para criar esse questionamento de "ele está mesmo errado em ser assim?". É a personalidade dele, ele é bonzinho por natureza, e justamente ele ser o escolhido, ele ser o portador dos poderes de Grayskull, é a ironia perfeita, que transforma ele nesse herói másculo, nessa figura de pura masculinidade, músculos, espada... Cabelo longo... Saia... Deixa quieto. Mas eu acho isso ótimo, porque justamente zomba daquele tipo de pessoa que com certeza foi ver o filme e estava pensando: "ain, cadê a masculinidade do meu He-Man?", "esse He-Man não é nem tão bombado assim", "o He-Man quer resolver as coisas na conversa", o filme está justamente zombando desses nerdolas que devem achar que o He-Man é o ápice da testosterona, na verdade, é um beta, e isso é sensacional, porque o cara que eles tem como exemplo de masculinidade, na realidade é um banana, e ele consegue ser o herói, o cara que salva o dia mesmo assim. E além do mais, o cara que tem um desenho infantil como exemplo de masculinidade, quer muito é uma coisa bem masculina dentro dele, é a mesma lógica do cara que acha que adora o Superman do Henry Cavill e xinga o Superman de verdade por ser bonzinho, é uma visão que algumas pessoas criam dentro da própria cabeça que não existem, e aqui eles tem essa sagacidade de colocar isso implícito dentro do filme como uma crítica à masculinidade tóxica, eu achei sensacional e totalmente no brand da franquia.
Muito da grande qualidade do filme vem da direção do Travis Knight, que é um diretor majoritariamente de animações, focado em stop motions, mas ele fez o bom "Bumblebee" (2018), que é um filme legal, pelo menos eu curti na época, mas não é grandes coisas, eu gostei bem mais desse aqui, especialmente pelas cenas de ação. A forma como ele filma o sopapo rolando solto é muito boa e muito criativa, como ele usa os poderes dos personagens como base do movimento de câmera. O prólogo mostrando Eternia e a invasão do Esqueleto é muito bom, como ele filma os personagens em batalha, e as cenas de ação ao longo do filme todo num geral, são todas muito boas. Como ele filma os personagens, o Fisto, o Aríete, o Mekaneck, até vilões secundários como o Mandíbula e o Homem-Fera, que, honestamente, só estão no filme para isso mesmo, e cumprem bem o propósito, entregando momentos empolgantes que servem ao longa para o aumento da dopamina do espectador se empolgando com aquilo acontecendo em tela, e com a construção de universo, dando uma profundidade gigantesca e deixando um leque de possibilidades a ser explorado futuramente. Eu gosto de como essas cenas são bem filmadas e muito bem coreografadas, a batalha final até o momento é uma das melhores do ano, dividida entre a guerra entre os dois exércitos, que é grande em escala e quando foca nos personagens lutando é muito bem feita, as frentes de batalha com o Duncan enfrentando o Mandíbula, a Teela contra a Maligna e, eventualmente, o Adam contra o Esqueleto, que é uma batalha não só física, mas também mental, é tudo muito bem construído, o filme justifica e é divertido de assistir.
Uma coisa que eu não gosto vem também da direção, que é que o filme às vezes parece ser longo demais. Meu principal problema com ele é toda essa questão do Adam vir para a Terra, pois ela toma um tempo maior do filme ali no começo - um tempo menor do que costumaria ser em outros filmes parecidos, devo dizer - mas que ainda sim é muito raso e não justifica estar ali. O Adam não tem quase nenhum laço com a Terra que seja factível, não mostra quem adotou ele, quem o criou, mostra vagamente ele na escola, na faculdade, no trabalho, mas o filme trata com desdém tudo o que envolve isso. Claro, diversos filmes já adaptaram essa coisa de trazer alguém de um universo fantasioso para o nosso mundo, o próprio "Barbie" (2023) é um exemplo e que faz isso muito bem, e lá toma uma boa parte do filme e isso se justifica dentro dele mesmo, aqui não tem isso, o único laço do Adam com o mundo real é o colega de quarto cabeludo dele que chora vendo filme de romance, tirando isso, não tem nada, e o filme tem a pachorra, a cara de pau que tentar colocar esse cara no epílogo para amarrar essa ponta. Foi mal feito, foi na pressa, ponto para eles que conseguiram criar essa subversão e deixar essa parte batida do gênero do mundo real muito menos importante e botar praticamente 80% do longa dentro do universo fantástico, criar Eternia, deixar Eternos uma cidade vívida, dar profundidade ao universo, mas faltou mais cuidado na hora de você trazer essa parte, que tinha potencial para explorar algo bem bacana ali e não o faz. A melhor cena dessa parte é que tem um cameo do Dolph Lundgren na academia, pedindo licença para o Adam, justamente porque Lundgren foi o único outro ator a ser o He-Man em live action antes, então é uma referência bem massa e feita sutilmente, achei muito boa.
Uma coisa que o Knight cria muito bem aqui são os visuais, ele dá uma identidade muito bacana à Eternia. Tenho minhas ressalvas quanto ao chroma key, dá para ver que é chroma key muito claramente, mas aí não sei se é coisa minha que tem costume de ver e denotar essas coisas, ou se é um defeito de fato, porque acredito que se mostrar cenas para um distraído no assunto, não é tão perceptível assim. Mas eu gosto da construção dos cenários, a construção do Castelo de Grayskull, a base do esqueleto, e também de toda a parte de cenografia, como consegue capturar muito bem a essência do desenho nas armaduras, nos acessórios, nas armas, especialmente nas naves e até em personagens como a Roboto, e isso também acaba se alastrando muito para os figurinos, que são muito bons também, bastante fiéis ao desenho original em sua maioria, não tem medo de ser ridículo, colocam o He-Man com aquele peitoral e aquela saia e fica muito massa em live action, assim como os visuais mais complicados, mas que são bem retratados e ficam muito bons, como o do Mentor e de personagens secundários como o Aríete e o Fisto, tem figurinos mais bem pensados como os da rainha, os da Maligna, e sempre respeitando essa mistura de fantasia medieval com ópera espacial de um jeito muito equilibrado. Os efeitos visuais são admiráveis também, toda a construção de CGI é muito bem feita e consegue deixar palpáveis personagens como o Gato Guerreiro, o próprio Esqueleto, o Homem-Fera, a Roboto, eles são parte do que está acontecendo, dá para crer que eles estão ali. Também gosto da trilha sonora do filme, tanto a incidental do Daniel Pemberton com várias participações do Brian May tocando guitarra, quanto a trilha supervisionada, que toca uma música do próprio Queen, "Princes of the Universe", numa cena de ação fantástica que inicia o terceiro ato, toca The Killers, mas principalmente toca "What's Up?" do 4 Non-Blondes, que reverencia o meme clássico do He-Man, um dos primeiros grandes memes da internet lá em meados dos anos 2000, e eu achei isso sensacional.
Também preciso falar do Nicholas Galitzine como Adam, que entrega esse protagonista muito bom e muito carismático. Eu gosto desse ator, ele tem uma veia cômica muito boa desde "Clube da Luta Para Meninas" (2023), que o papel dele nesse filme é sensacional, eu não vi muitos outros papéis dele, até porque não sou o público alvo desses filmes de romance mela calcinha de velha que ele faz, mas eu acho ele carismático, e aqui ele tá no ápice do carisma e da presença de um bom protagonista, pois ele consegue entregar bem tanto esse Adam mais frágil, mais capenga e mais humano, que tem essas questões relacionadas à masculinidade que eu já comentei anteriormente, mas quando ele vira o He-Man, apesar dele continuar um pateta, ele consegue ser posturado, ter uma voz um pouco mais grossa, ele vira o He-Man de fato, o grito dele de "eu tenho a força" é sensacional. Ele faz um par com a Teela, inclusive tem uma cena dela falando que sentia falta dele, que pensava nele todo dia, como amigo, que não sobrou nada para o beta ali. A Teela, bem, é interpretada pela nossa brasileira Camila Mendes, que tem um certo carisma, é expressiva, ela tem uma entrega física muito boa, dá para ver nas coreografias e nas cenas de ação, mas eu acho que ela ainda fica um pouco abaixo quando você pega ela atuando com os outros atores na questão de entregar as falas, ela marca muito as falas na hora de falar e eu achei que dá uma desequilibrada, especialmente que ela contracena demais com o Galitzine e o Idris Elba, que entregam seus personagens de forma muito natural, enquanto ela parece que tá incorporando um roteiro e não uma personagem, visualmente funciona, eu gosto dela, mas depois que notei isso a primeira vez, não consegui parar de reparar mais.
Falando no Idris Elba, ele como Mentor funcionou muito bem. O personagem dele é muito engraçado aqui nessa adaptação, até porque ele tem toda aquela função de ser o líder do exército e treinador de toda a Eternos, e quando a gente vê ele nos dias presentes como um velho bêbado é engraçado. O Idris Elba é muito carismático, e ele entrega bem essas duas versões do personagem, tanto o líder imponente e herói de ação, quanto o pinguço, e quando essas duas personalidades são somadas no ato final é muito bom, o mini arco da rivalidade dele com o Mandíbula também é bem bacana e gera uma das melhores cenas de ação do filme. O Gato Guerreiro, que aqui é mais o Pacato mesmo, ele só aparece de armadura no finalzinho, ele é bem escanteado, eu não sei se por questões orçamentais, porque o filme tem muitos personagens em computação gráfica parcialmente e inteiramente, então fica complicado mesmo custando a bagatela de duzentos milhões de dólares, mas ele é legal, apesar do pouco tempo de tela, consegue cativar o espectador no pouco tempo que tem. A Roboto tem mais destaque, a voz dela feita pela Kristen Wiig é muito boa, e ela tem boas cenas, funcionando ali junto do grupo, tendo boas tiradas cômicas, umas filosofias brabas do absoluto nada, e uma boa interação com o grupo, especialmente com o Duncan, que gera uma boa cena no final.
Mas, por incrível que pareça, o grande destaque, e talvez a melhor coisa do filme, é o Esqueleto, interpretado pelo execrável Jared Leto, que depois de tantas bolas fora, finalmente deu uma dentro, e eu acredito que é porque é algo que ele não precisa atuar com o rosto ou o corpo dele, só entregar a voz e ouvir alguém dirigindo ele, e talvez isso tenha sido o suficiente. O Esqueleto é muito bom, ele está naquele ponto exato entre o assustador e o cômico, ele dá o tom de ameaça necessário, você compra a maldade dele, a dominância dele, como ele é um gênio maligno, como ele entra na cabeça do He-Man, a cena final dele literalmente entrando na mente do Adam é sensacional, talvez a melhor sequência do filme, ele aparecendo de moletom da Nike e de terninho não dá, é engraçado demais, essa cena é o exemplo perfeito de comicidade do papel. Ele lança uns papos muito suspeitos de vez em quando, falando da espada do Adam ficar balançando entre o belo par de coxas dele (palavras do Esqueleto, que fique claro), fica falando do físico do He-Man mais de uma vez, a risada forçada dele, ele falando que não sobra nada, ele tem essa veia cômica do personagem e o filme sabe abraçar o ridículo disso tudo, além da voz do Jared Leto, que faz essa voz grossa, ameaçadora, mas que é divertida e consegue dar ao vilão esse tom perfeito entre ser mau e engraçado. E, só uma coisa, eu geralmente não falo de dublagem nos meus textos, mas alguns momentos eu troquei para o dublado, o dublador original do Esqueleto que é o Isaac Bardavid já faleceu, e quem faz ele aqui é o Luís Carlos Persy, o dublador do Joel, e é perfeito, é muito similar ao Esqueleto original do Brasil e é muito engraçado a interpretação dele. Eu não vi o filme todo dublado, fiquei voltando em algumas cenas justamente pelo comparativo com a nostalgia, e essa voz dele me chamou a atenção justamente por não copiar o que faz o Jared Leto, mas sim por reverenciar a dublagem brasileira original, e eu achei isso muito massa.
Um bom blockbuster, "Mestres do Universo" é um início de franquia promissor que traz a apresentação e o estabelecimento de um universo bastante interessante, trabalhado de uma maneiras realmente fantástica, que sabe abraçar suas melhores virtudes, não tem vergonha de ser brega, e traz o melhor que essa grande bagunça que é esse universo de He-Man e Eternia tem a oferecer. Claro, não é lá um grande filme, não tem uma grande história mega elaborada, é um filme simples, com uma estrutura simples, com uma jornada efetiva que leva o espectador a se importar com aquela trama, se importar com aqueles personagens e dar um start nessa franquia. Não sei se vai continuar, até porque foi um dos fracassos mais retumbantes do ano, 113 milhões de dólares em bilheteria para 170 investidos, e é uma pena, já que eu curti mais do que filmes que tão lá para cima na lista de maiores bilheterias... Mas, tem um setup legal para isso, dois bons pós-créditos, um deles inclusive apresentando a She-Ha, e nem mostra o rosto dela, ainda não devem ter escolhido a atriz definitiva (e eu faço minha aposta aqui se realmente rolar a sequência, eu tenho 90% de certeza que vai ser a Anya Taylor-Joy), tem outra envolvendo o Esqueleto, então material tem, vamos ver se a boa vontade da Amazon vai permitir. Um filme muito bem dirigido, ótimas cenas de ação, um ótimo elenco, tenho algumas ressalvas, eu acho toda a parte do mundo real muito fraca, eu acho que a Camila Mendes como Teela está abaixo dos demais no elenco, tem essa questão de ser simples até demais em alguns momentos, mas é um filme bom, divertido de assistir e que, se fosse exatamente esse filme a tentativa de lá de trás com Dolph Lundgren, hoje em dia lembraríamos dele como um grande clássico dos anos 80. Vale muito a pena.
Nota - 7,0/10